segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tinha fé nos festivais estudantis que incentivam a música até o dia que fui excluído de um desses


Aventuras no colegio aos meus 16 anos



 Primeiro show de rock com banda oficial em 2007 aos meus 18 anos. fruto de muita perceverança e superação, mais vence toda a hipocrisia








       Tinha fé nos festivais estudantis onde pensava ser possível plantar alguma sementinha nos corações de alguns  jovens pautados apenas ao que a região oferece e as escolas de péssimo ensino.
    Ao observar o ambiente no qual me coloquei, tive a sensação e fui  tratado realmente como algo insignificante, pois posicionaram a mim  em  péssima hora do festival e em contrapartida  deram prioridade a  músicos que não tem nada a dizer, que não tem nada a somar; isso veio a acontecer na minha vida no “Festival anual da canção estudantil, no colégio Nossa Senhora Auxiliadora”.
      Pareceu fácil e simples doar espaços a artistas que não tem nada a dizer, e excluir a mim um jovem de 22 anos que já fez parte do colégio. Pensei que minha imagem de ex-aluno e incentivador da cultura tivesse um espaço garantido e um apoio relevante.
    Não adianta incentivar a música a poesia se vocês não fazem esforço para que esses jovens e alunos possam ler cada vez mais; e lhes digo alguns dos  músicos dessa cidade não oferecem arte de verdade.  “Todos estão pautados ao que a mídia oferece”.
  Eu sou a resposta de que não adianta nada disso. Faz-se quatro anos que fiz meu primeiro show de rock na cidade de uauá - BA, e desse tempo até agora o que tenho presenciado é tudo contraditório ao que de fato deveria acontecer. Quantas vezes vence meu cansaço para conseguir um espaço para poder tocar? Não posso contar.  Quantas vezes fui  jogado pra escanteio e fui tratado como um músico insignificante onde na realidade deverei receber apoio e incentivo? Não posso somar às vezes. Agora ser posto em péssima hora num festival estudantil onde o que moveu a mim não foi o dinheiro  mas simplesmente o desejo em falar algo  sobre minha cultura arte musica em geral,  foi perder todas as esperanças que ainda restavam dessa cidade.
  Por isso me despeço de todas as pessoas que encontraram no meu trabalho algo de relevante, pois esses merecem um texto como esses, e dizer que fico feliz pelo carinho emitido a minha maneira de interpretar artista que já modificaram e estão modificando minha vida. Porque uma força maior que fala na minha mente tem que ser ouvida, não tenho ninguém a incentivar minha arte, nem minha família onde poderia esperar algum apoio.  Se for pra voltar pra essa terra pra repetir as mesmas coisas e tentar uma apresentação artística  para somar algo relevante e for sempre excluído, fracassarei no meu objetivo de vida.
     disser-les que a banda sertão bruto acabou, que minhas apresentações artísticas de agora em diante terão mais ainda prioridade em minhas decisões nas  terras estranhas. Espero fazer milagres em terras estranhas. Assim dizem  meus antepassados: “santo de casa não faz milagre! Pois bem.”
   Apesar das dificuldades agradeço ao criador desse universo inteiro pela oportunidade que tive e tenho de estar vivo e poder realizar tudo que desejo. Agradecer ao guitarrista Almir filho, pessoa essa que esteve comigo em todas as aventuras tivesse dinheiro envolvido ou não. Nossa parceria vem de longos anos “relembro nosso tempo de colégio srrssrsrr onde fazíamos nosso rock tosco, que depois doamos o nome de sertão bruto”.         Se alguém tem que decidir por mim esse alguém sou eu. Sei que posso fazer tudo que desejo realizar, para isso será necessário observar os caminhos, e guiar minha vida para a direção correta.
  Ass.: ademirock.

Um comentário:

  1. Isso de amargar mesmo ademir ate hoje nunca me desceu mas tem nada não ano que vem tem mais pra eles pra gente não vamos dar nem osa pra ir lá nem relogio faz o que agente fez valeu irmão

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