sexta-feira, 16 de julho de 2010

Meus últimos tempos no sertão por definitivo

     O velho homem que residia na mesma casa que outro homem igualzinho a ele; assim estava sempre presente. Homens cidadãos, devedores; pagadores de impostos. Seres comuns. Igualzinho, sem nenhuma diferença espiritual, assim aconteceu. E assim acontece!

    Dissemina-se sobre o teu peito doloroso, a felicidade que tens o direito de ter, como mentir pra se mesmo, e dizer: “ sou feliz!”. Viram-me dobrando a esquina numa visão maquinal que todos nós temos. Acreditaram em mim num pensamento casual que a poucos e a muitos pertence. Se obstem de fé, e acreditam! Muito difício!       Honraram nosso país num coro lindo e afinado, cantaram assim o hino do Brasil, todos junto e reunidos. Celebrando e morrendo ao mesmo tempo; por terras lutas e glórias, è assim, vivem sem sentido. As vozes que por vezes machucaram-me. Quando aqueles olhos eram de uma concreta alegria e divertimento com a minha presença, já não me causam o mesmo efeito. Agora meu sorriso e tristonho, e sinto tristeza quando meus olhos guiam e analisam egos ao meu redor. É triste!
    Se ao menos eles soubessem por que deveras agem assim, resguardados dentro de um túmulo aonde coisas não vem e não voltam assim são eles. Só é  necessário que se abstenha ao menos de um livro velho, rasgado, sujo, paginas torcidas.  leve-o  pela tua mão andando na rua com cabelo ao vento, que eles vão rir de mim novamente.
     Se eles ao menos merecessem a minha atenção estariam hoje sendo olhados e formulados por olhos com singelas obscuridades e com um coração calmo e veloz dentre sonhos e desejos não alimentados. Porque eu quero sexo drogas e rock ‘n’ roll; e aqui não encontro. Sempre um sexo ruim um sexo sem sexo. Gosto de um sexo carnal canibal bem fudido. Aqui só sou um fudido! só me fodem. EI!!!!! EU TAMBÈM QUERO FUDER!
    Assim vou me despedindo da minha terrinha dos meus bodinhos das minhas cabritinhas, antecipadamente. Não me sinto no direito de deixar o fraco vencer o forte! Imagina se eles soubessem dos meus sonhos dos meus desejos! O sorriso seria gigantesco que morreria em pensar. E se  soubessem de tudo quando refletia sozinho debaixo de um pé de umbuzeiro. se soubessem o que representa a fé para meu ego! rssrsr eles não entenderiam! E o que representa pra mim a força! Seus pensamentos não me acompanhariam na estrada.
   Andei até cansar hoje dentre uma estrada sozinha. Àrvores dançando ao som de uma bela música que o vento cantava pra mim, só pra mim. Tentei algumas notas pra sentir se emitia ao menos alguns tons. Atitude fracassada! Mas não por esse motivo de não conseguir, que vou me deixar levar que nunca conseguirei.
   Alguns carros passavam perto de mim, quase bem próximos. Olhos me olhavam indiferente relevando a mente imagens que chegavam a gigantescos e grandes pensamentos. O que eles pensavam? O único homem numa pequena cidade que tentou me deter teve em respostas grandes e pequenos resultados. Assim somos nós! Sua mente mantém em você a dimensão que te imaginas. Aquele homem, pequeno poeta de coisas pequenas do que ele. Porque pensou assim?
    Não me vou ultilizar de palavras pra tentar despertar em alguém o direito de se dizer: "o poeta". Apenas sou um pequeno homem que sente dor-de-cotovelo. Assim mais ou menos já dizia meu querido Carlos Drummond de Andrade.


Sem começo e sem fim Autor  Ademir da silva ribeiro

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